... Porem transparente. É assim que eu descrevo meus pensamentos, sem saber esconder, sem saber fingir, meu rosto demonstra instantaneamente o que eu sinto. Se a transparência bastasse as coisas seriam mais fáceis.
Eu confesso sou confuso. Um labirinto vivo. Gosto de sinceridade, embora as vezes não seja forte pra aguentar a dor que elas causam. Enxergo demais, e vivo criando hipóteses para cada ato que vejo, no fim... acabo perdido nas perguntas, mesmo que a resposta esteja segurando meu braço.
Não sou feliz. As vezes fico... Não que eu seja difícil de agradar, muito pelo contrário. Me sinto esquecido, hipoteticamente porque sempre estou ocupado procurando ou buscando. Tenho medo de ficar sozinho, embora entenda que as vezes seja necessário. Me sinto vivo quando estou sofrendo, e inútil (morto) quando vejo as pessoas sofrendo sem poder ajudar.
Tudo que eu quero é não ter que me perguntar se sou amado, eu vou saber de qualquer maneira apenas sentindo. Não quero ter que me perguntar se confia em mim, eu sempre demonstro sem ter que dizer. As complicações me obrigam a fechar os olhos, tapar os ouvidos. Minha cabeça não dói mais que meu coração, embora essa dor seja normal e mais fácil de ter.
Um comentário:
Não pare de escrever, me sinto totalmente contemplado por textos como esses !
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